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To be or not to be

A questão: qual é o melhor modo para um executivo aprender inglês?

O estudo de idiomas no Brasil, especialmente entre os executivos, vive ao ritmo das ondas. A explosão econômica da China, país que cresce 10% ao ano, fez aumentar, recentemente, o interesse pelo mandarim. O Centro Cultural China-Brasil, em São Paulo, contava há dois anos escassos 35 alunos. Hoje são mais de 250, em sua maioria gente de terno e gravata. Mas a dificuldade do aprendizado, intransponível como a Grande Muralha, não autoriza muito mais que o esforço de alguns abnegados – e volta-se sempre, como um imenso tsunami benigno, à língua dos negócios por excelência, o inglês. Cerca de 20 milhões de brasileiros estudam o idioma de Shakespeare e Hemingway. Outros 20 mil viajaram ao exterior, ano passado, em busca de imersão. A questão hamletiana: qual é a melhor forma de aprender inglês? Há uma nova tendência, que despontou há alguns anos e agora chega à idade adulta. São os cursos que trabalham com o cotidiano, distante das salas de aula tradicionais e do batido livro cuja primeira e indefectível frase é “the book is on the table”.

O que está na mesa, agora, é outra coisa. São aulas criativas, coladas ao mundo real. Especialistas dizem que elas funcionam melhor que os métodos antigos. Baseiam-se na idéia de que crianças aprendem a falar antes de ler, e portanto com adultos pode ser assim também. O professor Carlos Gontow, do instituto Alumni, de São Paulo, acaba de lançar o livro “The classroom is a stage” (A sala de aula é um palco). São rápidas cenas de teatro afeitas ao aprendizado. Gontow, ressalve-se, é também ator profissional. “Interpretamos situações de erros, esquecimentos, raiva, alegria, eventos naturais do cotidiano”, diz Gontow.

Em um outro exemplo desta tendência, o Yesk Centro Cultural Americano utiliza material baseado nas reportagens do diário econômico

Financial Times

. “Nossos livros servem de complemento ao jornal”, diz Rita de Cássia Trafane, diretora do Yesk. Mesmo entre as instituições tradicionais, o novo tom traz mudanças. “Material didático, quadro-negro e horário são convenientes para a organização do aluno, e não abrimos mão deles”, diz Lizika Goldscheleger, gerente do departamento acadêmico da Cultura Inglesa de São Paulo. “Mas cada pessoa tem mais facilidade com um dos sentidos, e o importante é estimular todos usando diferentes mídias e artifícios”.

Fonte: Isto É Dinheiro
www.istoedinheiro.com.br/noticias/4056_TO+BE+OR+NOT+TO+BE

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